15 de Julho de 2010 5 carta do editor Hairton Santiago NewsW REVISTA e-mail: revistawnews@netnew.com.br Campanha eleitoral é a marca do desrespeito Os candidatos já estão percorrendo o Brasil, de Nortea Sul, buscando o voto dos eleitores. Mas o quedeveria ser uma pregação cívica, com apresentação de<br>
propostas para melhorar o País, já virou cena de pugilato verbal entre os concorrentes e deliberadas ofensas à legislação eleitoral. O que vimos nestas primeiras horas de campanha dos candidatos à Presidente da República, não deixa margem à dúvidas: nada mudou, nada vai mudar. E na melhor das<br>
expectativas, vai piorar ainda mais. Começa pelo Presidente da República, Lula da Silva, que no afã de promover sua pupila Dilma Rousseff, constrange a Nação praticando infrações político-eleitorais, algumas já punidas com multas pecuniárias pelo Tribunal Superior Eleitoral. Multas bem aplicadas,<br>
mas ainda não sei se foram recolhidas pelo Presidente infrator. Atrás também não ficam a candidata Dilma Rousseff e seu Partido dos Trabalhadores, que tropeçaram nas filigranas da legislação e também estão sendo punidos. No outro canto do ringue, José Serra do PSDB, também falhou e mereceu<br>
reprimendas da Justiça Eleitoral. Está multado por várias infrações. Recolheu a multa? Não sei disso. E Marina da Silva? Não tenho certeza, mas parece-me que também cometeu seus pecadilhos e ganhou punição. Pior do que a aplicação das multas, é o deliberado comportamento do Presidente Lula da Silva<br>
neste contexto de campanha. Ele tem todo o direito de divulgar sua candidata, de pedir votos - ou melhor, buscar transferir seu prestígio - mas não pode afrontar a Lei, como anda fazendo. Lula da Silva está sendo observado pelo Ministério Público Eleitoral, por várias pretensas infrações cometidas<br>
neste início de campanha. Lula da Silva usa a máquina pública no apoio à sua candidata. Começa pelas viagens que faz aos comícios. Viaja no avião da Presidência da República, leva toda a entourage palaciana com ele, o sofisticado e imenso sistema de segurança pessoal do Chefe da Nação. Diz a<br>
legislação que ele tem esse direito. Dou-me como acionista do Governo Federal, como pagador de tributos, o benefício da dúvida. Mas quem sou eu para questionamento desse tipo? Por mim, quem é funcionário público em qualquer escalação, do Federal ao Municipal, tem direito de participação política,<br>
mas às suas expensas e fora do expediente de trabalho. Não é isso o que fazemos nós, pobres mortais? Mais grave são os ?comícios? nos eventos oficiais, como aconteceu dias desses no lançamento do surrealista projeto do trem bala entre Rio e São Paulo. Ou nos eventos da Petrobrás e da exploração do<br>
petróleo na camada de pré-sal. Lula disse que Dilma Rousseff é a dona desses projetos. Pediu votos para ela. Infração claríssima, promovendo sua candidata. E planos para melhorar o Brasil e a vida do povo? Ninguém diz nada sobre isso. Não faz parte da cartilha deles.
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